São Paulo, A atriz e arte educadora Mariana, a mulher que foi agredida por um bolsonarista na estação Butantã do metrô de São Paulo após o ato de Flávio Bolsonaro na capital paulista no dia 18 de outubro, obteve uma medida protetiva contra o empresário Diogo Freire Estevão, homem identificado como o autor do ataque.
No dia 21 de outubro, ela postou nas redes sociais sobre a agressão sofrida enquanto esperava um carro de aplicativo para voltar para casa com uma camisa vermelha.
Fora das redes sociais há 10 anos, Mariana, que não divulgou o sobrenome, disse resolveu abrir um perfil e gravar um vídeo porque o momento exige senso crítico para entender o que aconteceu. E fez seu relato:
“Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a “lataria” de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim. Me dirigi até o homem e perguntei o que ele estava falando. Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos. Eu nunca tinha visto aquelas pessoas na vida”, contou.
O homem, como descobriu e revelou a coluna de Demétrio Vecchioli, é Diogo Freire Estevão, dono de uma empresa de logística em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. A coluna também revelou que, na mesma semana, a Justiça havia concedido uma medida protetiva a favor de uma mulher que ele ameaçou matar.
