A proposta de incluir o intervalo de almoço com duas horas na jornada remuneradas, como proposto pela deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG), pode elevar em 33% o custo da mão de obra, segundo estimativa do Instituto Livre Mercado.
Caso a pausa remunerada seja de apenas uma hora, o Instituto estima que o impacto seja de 14%.
Ao considerar o pagamento de uma hora adicional por dia, equivalente a cinco horas semanais, tomando como referência a jornada de 40 horas, a economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, aponta que o impacto deve ser de 12,5%.
“Realmente preocupa. Ainda mais diante da redução da escala já aprovada”, afirmou Latif ao CNN Money.
O projeto foi apresentado na quinta-feira (5) e prevê que o intervalo de almoço, de até duas horas diárias, seja contabilizado como tempo de trabalho remunerado, sem redução salarial.
“A proposta parte de uma promessa simples e sedutora, mas de impossível cumprimento: dar ao trabalhador algo sem que ninguém pague por isso. A conta não fecha. Numa jornada de oito horas, se uma delas passa a ser o almoço, a empresa paga o mesmo salário por sete horas de trabalho efetivo”, diz o Instituto Livre Mercado em nota.
A proposta surge após a promulgação da emenda constitucional que determina o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, também sem diminuição dos salários.
