O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado após a destituição de Santiago Peña, ordenou ao seu governo que realizasse “ações imediatas” para atender as pessoas afetadas pela crise no Ueno Bank, uma instituição privada que sofreu intervenção recentemente e na qual cerca de 3 milhões de paraguaios possuem contas.
“O Paraguai que recebemos hoje apresenta urgências que nos obrigam a estar nas ruas, nos hospitais e no campo. O que venho prometer é concreto”, disse Alliana em sua primeira mensagem no cargo, após prestar juramento perante o Congresso, substituindo Peña.
“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil, em decorrência do colapso financeiro, serão plenamente compensados. Não os deixaremos sozinhos. Determino que sejam tomadas ações imediatas para ressarcir os poupadores, dando prioridade aos menos favorecidos; não quero ninguém hesitante à frente desta missão, quero resultados”, insistiu.
Alliana assumiu o cargo para concluir o mandato para o qual Peña foi eleito, que teve início em 2023 e termina em 2028.
O banco Ueno, de propriedade do Grupo Vázquez, fechou suas portas na terça-feira (3) depois que o Banco Central do Paraguai iniciou um processo de liquidação da instituição ao constatar um déficit em seus índices de solvência relacionado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas.
