O pai de Nathália Gadelha, copilota brasileira que morreu após a queda de um jato na Flórida, disse em entrevista à CNN, nesta sexta-feira (6), que a filha era apaixonada por aviação e sempre foi muito dedicada à profissão. Ela teria herdado dele a paixão por voar.
“Nathália era apaixonada por aviação. Nathália é minha alma gêmea. E a felicidade da minha vida é poder ter uma filha que compartilha a paixão de voar comigo”, declarou Allan Filgueiras.
Nathália era copilota de um jato que seguia de Austin, no Texas, para as Bahamas, em um voo particular, no último dia 1. A aeronave caiu e se chocou contra o solo, abrindo uma cratera em uma estrada do Condado de Palm Beach, na Flórida. As nove pessoas que estavam abordo morreram.
Brasileira, Nathália tinha 20 anos e vivia com a família nos Estados Unidos. No país, ela tirou licença para operar o jato Learjet, o mesmo que pilotava no dia do acidente. “Ela tirou o typewriting para o Learjet. Ela foi um gabarito de todas as classes e ela falou antes de entrar na prova: ‘Pai, claro que você está nervoso, que eu tô nervosa, mas chegando lá, não tinha nada que me perguntasse que eu já não sabia'”, contou ele.
À CNN Brasil, a família de Nathália revelou que ela tinha autorização para pilotar desde os 17 anos e acumulava mais de 1300 horas de voo. Segundo o pai, ela queria repassar seus ensinamentos, e decidiu ser instrutora de aviação depois de se tornar piloto comercial.
