O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez sua 1ª agenda oficial fora do Palácio do Planalto depois da reeleição no MME (Ministério de Minas e Energia). O chefe do Executivo participou da reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) nesta 6ª feira (6.nov.2026).
A escolha do setor energético como destino inicial depois da vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) é interpretada nos bastidores do governo como sinal da centralidade que o tema ocupará no próximo mandato. Antes da agenda, Lula participou no Planalto da 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), outro tema relacionado ao MME.
Plano e leilões para os próximos 4 anos
Interlocutores do setor avaliam que a presença de Lula no encontro demonstra a intenção de manter a política energética e mineral entre as prioridades do novo ciclo de governo. A avaliação é que o Brasil tem uma janela de oportunidades para transformar sua riqueza mineral, sua matriz energética predominantemente renovável e seu potencial de produção de combustíveis de baixo carbono em vantagens competitivas no cenário internacional.
Na reunião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira apresentou ao presidente um panorama do planejamento energético para os próximos 4 anos. O plano inclui uma série de leilões nos segmentos de transmissão, geração, petróleo e gás natural.
Um dos destaques do encontro foi o 1º leilão de baterias da história do país, previsto para dezembro.
