O PL deve abrir mão de disputar a presidência da Câmara dos Deputados, atualmente ocupada por Hugo Motta, do Republicanos. A tendência, segundo apuração do analista de política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H, é que o partido formalize o apoio à reeleição de Motta em uma reunião marcada com a bancada eleita.
O plano original do PL previa eleger o presidente da casa, com dois nomes em pauta: Altineu Cortes e Sóstenes Cavalcante.
Essa estratégia, no entanto, foi traçada em um contexto diferente, quando Flávio Bolsonaro aparecia nas pesquisas como favorito, o que representava outra correlação de forças para o partido.
O PL reconhece que não tem força política para ocupar a presidência das duas casas simultaneamente.
Diante disso, a prioridade passou a ser o Senado, onde Rogério Marinho vislumbra a possibilidade de construir um arco de alianças com parte do Centrão.
Segundo Pedro Venceslau, três deputados federais, em conversas reservadas, confirmaram que a tendência é que o partido formalize o apoio a Hugo Motta e desista da disputa pela presidência da Câmara.
O temor do PL é reforçado por um episódio anterior que deixou marcas no partido. Quando Rogério Marinho decidiu disputar a presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco, o PL perdeu e ficou fora da mesa diretora, além de praticamente exilado das principais comissões do Senado por cerca de dois anos.
O partido só retomou protagonismo após apoiar Davi Alcolumbre em um segundo momento.
