Nesta sexta-feira, 6, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou o acordo de colaboração premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-controlador da empresa Reag Investimentos.
De acordo com a Polícia Federal (PF), a companhia atuou como operadora financeira do Master, sendo responsável pela administração de fundos de fachada que recebiam recursos de empresas ligadas ao banco.
O papel central da gestora era inflar artificialmente o valor das cotas desses fundos para, em seguida, reaplicar esse dinheiro inflado em CDBs do Master.
Dessa forma, a Reag fazia uma maquiagem contábil que ocultava rombos e sustentava uma falsa aparência de liquidez e solvência na instituição de Daniel Vorcaro.
Delação do fundador da Reag
No âmbito do processo, o então relator do caso, André Mendonça, chegou a homologar outro acordo de colaboração: o do operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior.
Freixo Júnior é apontado como responsável pela Entre Investimentos e Participações, empresa que participou de operações financeiras ligadas a Vorcaro.
A colaboração de Freixo busca esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro em operações investigadas pela Polícia Federal e pela PGR.
Agora, com a homologação do acordo de Mansur, a PF terá mais informações que poderão ajudar a montar o quebra-cabeça das fraudes financeiras.
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