Embora ainda faltem quase três meses para a eleição que definirá o próximo presidente do Senado, a disputa pelo comando da Casa já movimenta intensamente os bastidores de Brasília. Três nomes estão no páreo: o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Nos últimos dias, veículos de comunicação, plataformas independentes e parlamentares começaram a divulgar contagens próprias de votos. Na noite desta quinta-feira, 5, entretanto, a oposição decidiu puxar o freio de mão e preservar a identidade dos senadores que já teriam declarado apoio a seus candidatos.
Nenhum dos grupos dispõe, até o momento, de maioria consolidada para garantir a vitória. Por isso, a disputa pelos votos do centrão tornou-se decisiva. E, segundo parlamentares da oposição, a pressão para atrair esses senadores ao campo governista envolve uma combinação de ofertas e ameaças.
De um lado, a sedução: gabinetes privilegiados, vagas de garagem bem localizadas, cargos e presidências de comissões. De outro, o receio de represálias por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), caso os parlamentares anunciem publicamente apoio a uma candidatura contrária aos interesses do governo.
“O governo deu cerca de 40 cargos em autarquias para Alcolumbre distribuir em troca de votos”, contou a Oeste um senador da oposição.
