Há casas que guardam histórias. Outras se tornam parte da própria história. É o caso da residência onde Marilyn Monroe viveu seus últimos meses e morreu, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1962. Mais de seis décadas após a morte da atriz, o imóvel voltou aos holofotes por uma disputa recente: os atuais proprietários querem demolir a construção, mas a prefeitura se opõe à ideia e determinou sua preservação como patrimônio histórico.
A briga começou em 2023 e ganhou um novo capítulo em abril de 2026, quando a Pacific Legal Foundation passou a representar os donos em uma ação federal contra a cidade. Eles alegam que a preservação do imóvel trouxe despesas e restrições que, na prática, fizeram a propriedade perder seu valor.
A atriz comprou a residência em fevereiro de 1962 por US$ 77,5 mil. A construção é um bangalô em estilo espanhol, erguido na década de 1920, e foi a primeira, e única, casa que Marilyn adquiriu em seu próprio nome.
Seis meses depois da compra, a estrela de Hollywood morreu no local, aparentemente em decorrência de uma overdose de barbitúricos. Desde então, o endereço passou a carregar um significado histórico ligado à trajetória da atriz.
Compra milionária e planos de demolição
Em 2023, Brinah Milstein e Roy Bank compraram o imóvel por US$ 8,35 milhões. A intenção do casal era demolir a construção e ampliar uma propriedade vizinha que já possuíam.
Inicialmente, eles conseguiram autorização para realizar a demolição e reconstruir o espaço.
