O Senado paraguaio aprovou nesta sexta-feira (6/11) o impeachment do presidente do Paraguai, Santiago Peña, acusado de envolvimento com o Banco Ueno, que foi dissolvido esta semana e deixou milhares de paraguaios sem acesso ao dinheiro nas contas.
A votação foi 44 a favor do impeachment e uma abstenção. Era necessário dois terços dos senadores para aprovar a destituição do presidente. Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para apresentar defesa contra as acusações, mas o pedido foi negado.
Eram necessários 30 votos para aprovar o impedimento do presidente.
O processo de impeachment foi instaurado pela Câmara dos Deputados paraguaia nessa quinta, mesmo após Peña renunciar ao cargo. O Congresso ignorou o pedido de renúncia de Peña e não chegou a votar a solicitação.
O presidente paraguaio, não compareceu presencialmente à sessão. No lugar, Peña enviou dois advogados para representá-lo - Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro.
Acusações contra Peña
O pedido de impeachment contra Santiago Peña foi apresentado por um grupo de 35 deputados, por suposto envolvimento pessoal com o Banco Ueno, dissolvido na terça-feira (3/11) pelo Banco central.
Peña era acionista do grupo controlador do banco até 2025, e é acusado de ter promovido alterações à lei de conflito de interesses, ter permitido a concentração de bilhões de guaranis em garantias do Instituto de Segurança Social (IPS), a previdência paraguaia, no Banco Ueno, montante que teria ultrapassado os limites legais.
