O Senado do Paraguai votou e aprovou, por unanimidade - com 44 votos a favor - o impeachment do presidente do país, Santiago Peña, nessa sexta-feira (6). Decisão acontece após o líder paraguaio, eleito em 2023, anunciar que renunciou ao cargo de presidente do Paraguai após o escândalo envolvendo Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado.
Senador Éver Villalba interveio no debate inicial afirmando que sua bancada exige a saída de “toda a corja”, mas enfatizou a necessidade de observar rigorosamente os trâmites processuais.
O senador ressaltou que o presidente ou seus advogados de defesa deveriam comparecer pessoalmente ao plenário para fundamentar o pedido de prorrogação do processo para preparar sua defesa, feito pelo então presidente nesta manhã, em vez de se limitarem ao envio de ofícios.
Diante disso, propôs uma suspensão dos trabalhos por 30 minutos, a fim de notificar formalmente Santiago Peña de que ele deveria comparecer ao recinto parlamentar para sustentar sua solicitação diretamente. O pedido de prorrogação do prazo foi negado.
Depois de mais uma pausa que durou muito mais que 30 minutos, a sessão foi retomada, porém foi interrompida novamente, sem a presença do presidente Peña.
Quando finalmente a sessão continuou novamente, apenas os advogados de Peña, Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda, falaram. Os advogados questionaram o tempo dado para que o pudessem preparar a defesa.
