O roubo de US$ 6,3 bilhões sofrido pela Binance na semana passada está levando seguradoras a examinarem mais de perto a segurança das empresas de criptomoedas.
As seguradoras devem avaliar a partir do caso se os clientes estão vulneráveis a um ataque semelhante quando solicitarem novas coberturas ou renovarem apólices existentes, segundo fontes do setor e especialistas.
As seguradoras não devem se afastar do setor de criptomoedas, nem reduzir disponibilidade de cobertura.
Mas o maior roubo de criptomoedas já registrado pode levar a uma fiscalização mais rigorosa da exposição das empresas do setor à Binance e a quaisquer pontos fracos identificados no ataque, que o FBI atribuiu a um grupo ligado à Coreia do Norte.
O ataque ressalta os limites da cobertura de seguro disponível para o setor em rápido crescimento, avaliado em mais de US$2,5 trilhões. Nenhum seguro de criptomoedas disponível poderia cobrir uma perda da magnitude sofrida pela Binance, afirmaram especialistas, enquanto muitas apólices contêm exclusões para ataques digitais apoiados por Estados.
A Grand View Research projeta que o mercado global de seguros de criptomoedas crescerá de US$13,8 bilhões em 2026 para US$192,7 bilhões até 2033.
“As seguradoras farão perguntas específicas sobre a Binance. A primeira pergunta será muito simples: qual é a sua exposição a essa empresa e você tem algum dinheiro investido nela?”, disse David Rogers, diretor-gerente de instituições financeiras da Gallagher.
