Quase 90 milhões de pessoas deslocadas à força vivem em países cada vez mais expostos a secas, inundações e calor extremo relacionados às mudanças climáticas, disse a agência da ONU para refugiados nesta sexta-feira (6), alertando, antes da cúpula climática da COP31, que é necessário mais financiamento para ajudar as comunidades vulneráveis a se adaptarem.
Quase três quartos das pessoas deslocadas à força no mundo vivem em países como Afeganistão e Bangladesh, que estão expostos a graves riscos relacionados ao clima, de acordo com o relatório da agência, conhecida como ACNUR, publicado antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Antalya, na Turquia.
As conclusões mostram a sobreposição entre conflito, deslocamento e mudanças climáticas, afirma o relatório.
Análise: Debate sobre crise climática perde força antes da COP-31
ONU diz que guerra no Irã cria “boom global das energias limpas”
ONU defende ação climática para combater “desordem mundial”
“A adaptação climática em áreas frágeis e afetadas por deslocamentos é uma questão de sobrevivência”, afirmou Anton Leis Garcia, alto-comissário adjunto de operações do ACNUR.
“Precisamos de financiamento climático para alcançar as comunidades onde as necessidades são maiores”, disse ele.
O relatório destacou a experiência de uma refugiada sudanesa que fugiu do conflito em al-Fashir em junho de 2023 para o assentamento de refugiados de Farchana, no leste do Chade.
