Os jogos soulslike explodiram em quantidade de títulos lançados e popularidade nos últimos anos. Esse estilo de game está tão forte que qualquer RPG de ação é automaticamente categorizado como um, e Phantom Blade Zero é um exemplo recente.
Com os primeiros trailers lançados, muitos associaram o combate do game ao de um jogo soulslike, mas classificar um título vai muito além de um só aspecto. Eu joguei (e ainda tenho jogado) Phantom Blade Zero para análise aqui no Canaltech e trago aqui alguns argumentos que dizem se o novo jogo da S-Game é ou não é soulslike.
História e narrativa
Como dito acima, o combate é o principal ponto para muitos jogadores quando falamos desse gênero, mas a história e como ela é contada têm um papel fundamental também. Nos jogos Souls, principalmente a partir de Dark Souls, a narrativa é totalmente fragmentada e não segue uma linearidade. Todo início de qualquer um desses jogos apresenta somente uma introdução, deixando o resto totalmente solto.
O mais interessante é que boa parte da história é contada através das descrições dos itens e equipamentos. Por isso, para a compreensão total (ou quase) da história, é necessário analisar item por item, espada por espada, armadura por armadura.
Esse tipo de jogo não costuma oferecer cutscenes detalhadas e conta com poucos NPCs, que mais deixam as coisas confusas do que claras. Esse é o estilo de narrativa introduzido pelos jogos Souls, seguido por Bloodborne e Elden Ring. Ou seja, jogos da FromSoftware.
