A OpenAI anunciou o GPT-6 Cyber, um modelo de inteligência artificial desenvolvido para pesquisas avançadas em cibersegurança. A ferramenta foi treinada para identificar vulnerabilidades, testar formas de exploração e sugerir correções de código. Segundo a empresa, o modelo supera o GPT-5.6 Cyber e consegue encontrar falhas críticas antes que invasores tenham a oportunidade de explorá-las.
Durante testes de segurança, o GPT-6 Cyber identificou 81 vulnerabilidades inéditas no navegador Firefox, todas classificadas pela Mozilla como de alta gravidade. O modelo também descobriu que outros 30 problemas já conhecidos eram mais perigosos do que as avaliações iniciais indicavam. A empresa já liberou correções para muitas dessas falhas.
No ecossistema Linux, a IA reproduziu 1.724 vulnerabilidades e desenvolveu códigos (exploits) capazes de explorá-las em 948 casos. O resultado supera os 166 exploits obtidos pelo GPT-5.6 Sol no mesmo ambiente de testes. A OpenAI também encaminhou 304 descobertas críticas aos responsáveis pela manutenção do kernel Linux.
A empresa ainda testou o modelo em sua própria infraestrutura. Durante exercícios controlados de segurança, agentes com acesso ao GPT-6 Cyber conseguiram combinar vulnerabilidades, escapar de ambientes isolados (microVMs) e executar códigos nos servidores subjacentes. Os testes ajudaram a OpenAI a identificar problemas e reforçar os mecanismos de proteção da infraestrutura.
