O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta sexta-feira, 6, as cobranças de economistas e do mercado financeiro por cortes de gastos públicos. Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia, o petista defendeu a política fiscal do governo e afirmou que a população de baixa renda não será submetida a sacrifícios para equilibrar as contas públicas.
Lula questiona críticas à política fiscal
Lula questionou as comparações feitas por críticos da gestão econômica e citou o endividamento de países como Estados Unidos, França, Japão e Itália. Segundo ele, a dívida dessas nações, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), seria o dobro da brasileira.
“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que temos?", declarou. "Qual a dívida dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa, é o dobro, em relação ao PIB? E, se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”.
Na sequência, Lula pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresentasse à imprensa dados sobre a dívida pública. O presidente também cobrou que as análises considerassem a situação fiscal herdada pelo governo quando o PT voltou ao poder, em 2023.
“Para alguém falar que a gente não tem [responsabilidade], precisa dizer como a gente pegou esse governo", afirmou. "Se não disser como encontramos esse governo, as pessoas não têm comparativo”.
