O Banco Central do Paraguai (BCP) liquidou o banco digital Ueno nesta semana. Para você ter ideia, 60% da população adulta do país tinha conta neste banco, que administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,6 bilhões) em recursos públicos.
A instituição determinou a liquidação do Ueno após identificar irregularidades em empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio banco. Em suma: o BCP constatou insuficiência de capital.
A intervenção do Banco Central paraguaio bloqueou contas e investimentos. Isso deixou correntistas sem acesso a recursos - o que, evidentemente, provocou dificuldades para a população do país.
Em meio à crise, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo. Ele foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco Ueno, até março de 2025.
Além disso, Peña nomeou o ex-presidente do banco Carlos Carvallo para comandar o Banco Central paraguaio em 2023.
O Olhar Digital conversou com especialistas sobre a liquidação do Ueno, a segurança do nosso dinheiro e impactos de crises como a do banco digital paraguaio e do banco Master.
Banco Ueno: o que aconteceu?
O Ueno Bank era um dos maiores bancos digitais do Paraguai. Mas, com o índice de solvência desabando para menos da metade do mínimo exigido por lei, o banco fechou as portas.
Índice de solvência é o indicador que mede a capacidade de um banco de honrar seus compromissos de longo prazo e absorver prejuízos sem quebrar.
