As ações da Petrobras acumulam queda de cerca de 14% nos quatro primeiros pregões desta semana e caminham para registrar o pior desempenho semanal desde fevereiro de 2021. A desvalorização acompanha o recuo do petróleo Brent, em meio aos avanços nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
Nesta sexta-feira, 6, os papéis ordinários (PETR3) recuavam 0,77%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíam 1,76%. Com o resultado, a estatal apresentava a maior perda entre os 76 ativos do Ibovespa na semana.
A última queda semanal dessa magnitude ocorreu entre 19 e 22 de fevereiro de 2021, quando as ações perderam mais de 20% de seu valor em meio às ameaças do então presidente Jair Bolsonaro de interferir na política de preços da companhia.
Apesar das perdas recentes, os papéis continuam acima dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro de 2026. Na ocasião, as ações ordinárias eram negociadas a R$ 41,76 e as preferenciais, a R$ 38,34. Atualmente, os valores estão em R$ 51,39 e R$ 45,14, respectivamente.
O valor de mercado da Petrobras também recuou, de um recorde de R$ 819,8 bilhões, registrado em 16 de outubro, para R$ 628,2 bilhões. Mesmo assim, permanece acima dos R$ 532,2 bilhões contabilizados antes do conflito.
Analistas projetam recuperação e resultados positivos na Petrobras
Apesar da volatilidade, analistas avaliam que o aumento da produção e os avanços na exploração da Margem Equatorial podem sustentar uma recuperação das ações.
