O Distrito Federal e os governos do Rio de Janeiro e do Amapá entraram em campo no Supremo Tribunal Federal para tentar garantir a recuperação de recursos relacionados ao caso Banco Master.
Em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, os três entes afirmam ter sido vítimas, em diferentes graus, das condutas investigadas no Inquérito 5026 e querem participar diretamente de eventuais acordos com investigados.
A preocupação é evitar que negociações conduzidas no âmbito da investigação deixem de contemplar a reparação dos prejuízos ao patrimônio público.
O Distrito Federal informou ao Supremo que já colocou em funcionamento uma comissão especial para identificar ativos, calcular danos e negociar a devolução de valores relacionados ao Banco de Brasília (BRB).
Na petição, assinada por representantes das três procuradorias, os governos defendem participação até mesmo em eventuais acordos de colaboração premiada e de não persecução penal.
A manifestação não informa o tamanho dos prejuízos nem aponta acordos já celebrados. O objetivo, por enquanto, é garantir lugar à mesa quando as negociações começarem.
