Os advogados de Santiago Peña, presidente do Paraguai, foram os representantes do líder paraguaio na audiência para acatar ou não o impeachment de Peña nesta sexta-feira (6). Ele não compareceu e sua ausência foi questionada pelos parlamentares da casa.
Durante sessão, a senadora Yolanda Paredes (Cruzada Nacional) tomou a palavra e solicitou que as autoridades competentes confirmassem “imediatamente” o paradeiro de Santiago Peña. Ela afirmou que a ausência do presidente e a presença apenas de seus advogados de defesa davam origem a suspeitas fundamentadas de que ele teria deixado o país secretamente.
No início do julgamento, os advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda questionaram o tempo dado para que pudessem preparar a defesa.
Perante o Senado, o advogado Adolfo Ferreiro defendeu uma resolução jurídica direta para a crise constitucional: aceitar formalmente a renúncia já apresentada pelo presidente e encerrar o processo extraordinário em andamento.
Ferreiro alertou o plenário sobre os impactos internacionais de um julgamento apressado, advertindo que Santiago Peña recorrerá à Corte Interamericana de Direitos Humanos caso a destituição viole o devido processo legal. Com isso, o advogado destacou o risco de reviver litígios internacionais semelhantes aos que o Paraguai já enfrentou em processos de impeachment anteriores.
