O Corinthians, para garantir o não rebaixamento, precisa conquistar cerca de 8 pontos dos 12 que ainda vai disputar (a conta é essa mesmo: 37 pontos atuais + 8 = 45, número que historicamente e pelas projeções atuais costuma ser suficiente para ficar fora da zona de rebaixamento).
Com quatro jogos pela frente, o Corinthians ainda tem margem matemática, mas a margem é estreita e depende de uma reação imediata. Após a 34ª rodada, o Corinthians ocupa a 17ª posição com 37 pontos, um ponto atrás do Internacional (primeiro fora do Z-4) e empatado com o Grêmio. Restam quatro partidas: Botafogo (casa), Atlético-MG (fora), Grêmio (casa, confronto direto) e Remo (fora).
As simulações da UFMG e análises de mercado apontam que o corte de permanência na Série A tende a ficar entre 42 e 45 pontos. Com 44-45 pontos o risco cai bastante; com menos, o cenário continua perigoso e depende dos resultados dos concorrentes diretos (Internacional, Grêmio, Vitória e outros que ainda podem entrar na briga).
Se for rebaixado, os reflexos imediatos são duros, especialmente no financeiro.Mesmo sendo o clube com a segunda maior torcida do país, a queda para a Série B traria um choque rápido e significativo:
Direitos de TV: É a principal fonte de receita. Na Série A, um clube grande pode receber valores na casa de R$ 80 milhões a R$ 150 milhões (dependendo do contrato e do bloco). Na Série B, o valor cai para cerca de R$ 14-15 milhões líquidos por temporada.
