A Meta, dona do Facebook e do Instagram, negou ter favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante as eleições de 2026. A empresa apresentou, nesta sexta-feira, 6, uma defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em resposta a uma ação movida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a companhia, dados de audiência das plataformas desmentem as acusações de favorecimento ao candidato do PL. A Meta argumenta que os levantamentos utilizados pela campanha petista desconsideraram diferenças nas estratégias digitais dos candidatos e a repetição de visualizações de vídeos.
De acordo com a empresa, Flávio publicou menos conteúdos, mas alcançou mais pessoas por postagem. Lula, por sua vez, publicou com maior frequência e obteve um alcance total superior ao do adversário.
A Meta afirma que, considerando apenas a distribuição orgânica, sem anúncios pagos, as publicações de Lula no Instagram alcançaram 50% mais pessoas do que as de Flávio.
Meta contesta acusações de favorecimento eleitoral
Durante a campanha, Lula e aliados acusaram a Meta de privilegiar publicações de Flávio Bolsonaro e de parlamentares que o apoiavam, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A empresa sustenta que as visualizações dos vídeos de Nikolas foram influenciadas por reproduções repetidas.
