São Paulo, Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, encontrado morto na manhã dessa quinta-feira (5/11) em um apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro Campos Elíseos, região central de São Paulo, era um velho conhecido da polícia. Condenado por se apresentar como padre e cobrar para rezar missas, ele acumulava um histórico de acusações e condenações por crimes patrimoniais.
De acordo com reportagens publicadas pela imprensa em 2009, ele já havia sido condenado por estelionato em 1997 e por peculato em 2003. Em abril de 2007, voltou a ser alvo de uma ocorrência policial após um desentendimento com um padre da Igreja Católica no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, foi acusado de se apresentar como religioso e cobrar por serviços de oração e celebrações.
Em 2009, Fontana foi condenado pela 25ª Vara Criminal de São Paulo por estelionato. De acordo com a investigação, ele abordava famílias durante velórios, vestia roupas religiosas e oferecia missas e cerimônias fúnebres mediante pagamento, embora não fosse reconhecido como sacerdote pela Igreja Católica. Em um dos episódios, teria recebido cerca de R$ 100 durante um velório e cobrado R$ 450 por uma missa de sétimo dia. A pena foi fixada em 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, além de multa. O desfecho definitivo ocorreu em 2013, quando a pena foi substituída por medidas alternativas, incluindo prestação de serviços à comunidade.
