Uma metodologia desenvolvida no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permite usar imagens de satélite para rastrear as manchas de poluição nas águas verdes e turvas da represa Billings, um dos maiores e mais importantes reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo. O modelo de monitoramento mapeia como está distribuído pela represa o carbono orgânico dissolvido (COD) - um indicador de matéria orgânica, esgoto não tratado e algas. Se por um lado a tecnologia ainda não substitui a precisão das coletas locais para apontar os valores exatos de concentração, por outro ela entrega um quadro amplo e contínuo das áreas mais críticas e impactadas pela ação humana.
Desenvolvido com apoio da FAPESP, o estudo foi publicado em agosto no International Journal of Remote Sensing.
Como explica Cláudio Clemente Faria Barbosa, coordenador do Laboratório de Instrumentação de Sistemas Aquáticos (LabISA-Inpe) e coautor do artigo, a presença de uma pequena quantidade de matéria orgânica na água é importante, pois funciona como alimento para as bactérias reciclarem elementos essenciais à vida aquática. “Mas seu excesso provoca a redução do oxigênio na água, o que pode levar à mortandade de peixes quando os níveis de poluição são elevados”, afirma o professor do programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto.
Imagens de satélite ajudam a rastrear manchas de poluição na represa Billings
