O número de estrangeiros no futebol brasileiro está no centro do debate desde a decisão da CBF de reduzir gradualmente o limite de jogadores de outros países relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. Para Juninho Paulista, gestor de futebol do Ituano e ex-jogador da seleção brasileira, a quantidade atual é exagerada e parte das contratações recentes não representa um ganho técnico para as equipes.
Em episódio do programa Placar Entrevista, o ex-jogador defendeu a diminuição do número e apontou o impacto da medida sobre as oportunidades para jovens brasileiros. “Eu acho que o número está exagerado. Nós estamos falando de nove. Eu acho que é o tamanho ideal (chegar a cinco). Obviamente que (o número atual) tira um pouco a oportunidade dos jovens, da formação dos jovens, principalmente de clube grande, de ter oportunidade no profissional”.
A mudança foi aprovada pela CBF e pelos clubes das Séries A e B em reunião realizada em setembro de 2026. O limite atual, de nove estrangeiros por súmula, será reduzido gradualmente: oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. A regra não impede que os clubes tenham mais estrangeiros em seus elencos.
Juninho, porém, faz uma distinção entre a presença de estrangeiros que elevam o nível técnico do campeonato e contratações que, na avaliação dele, não representam um diferencial. O ex-meia citou jogadores como D’Alessandro, Valdivia e Arrascaeta como exemplos de atletas que contribuíram para o futebol brasileiro.
