O ex-conselheiro sênior de Donald Trump, Stephen Miller, que foi nomeado como vice-chefe da Casa Branca para assuntos de política.
Andrew Kelly/ Reuters
O autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão de Donald Trump, Stephen Miller, foi escolhido nesta sexta-feira (6) como o novo chefe de gabinete da Casa Branca.
Miller, um advogado de 41 anos, foi o criador das medidas mais rígidas adotadas por Trump para controlar a entrada de imigrantes. Entre elas, estão:
A construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, obra que terminou inacabada;
A proibição de entrada nos EUA de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana;
A separação de milhares de crianças que tentavam entrar nos EUA de forma ilegal de suas famílias, uma medida fortemente criticada pela ONU e por organismos internacionais. Até hoje, centenas delas não conseguiram se reunir com seus pais.
Miller, que tinha 31 anos quando Trump assumiu a Presidência pela primeira vez, também teve papel central na elaboração da proibição de entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e defendeu a política de separação de famílias na fronteira.
A medida, implementada em 2018, fazia parte da política de tolerância zero contra a imigração irregular e levou milhares de crianças a serem afastadas dos pais. Mesmo após o fim da política, centenas de famílias ainda não haviam sido reunidas, segundo levantamentos feitos nos anos seguintes.
Linha-dura e 'pai' do muro na fronteira dos EUA: quem é Stephen Miller, novo chefe de gabinete de Trump
