O Fundo de Pensões de Itaipu (Cajubi), no Paraguai, informou ter cerca de R$ 90 milhões investidos no Banco Ueno, instituição que sofreu intervenção do Banco Central paraguaio por problemas de solvência. O montante é 2,4 vezes superior ao registrado no balanço do fundo no fim de 2025, segundo o jornal paraguaio ABC.
A divulgação ocorreu na quarta-feira 4, dois dias depois de o Banco Central determinar a resolução do Ueno, ao constatar que a instituição operava com menos da metade do capital mínimo exigido. A situação coloca em risco recursos de aposentados e pensionistas da Itaipu Binacional.
Segundo a Cajubi, os investimentos somam 100,692 bilhões de guaranis, equivalentes a 2,8% dos ativos do fundo. Em dezembro de 2025, o valor aplicado no banco era de R$ 36,9 milhões, por meio de certificados de depósito.
A diferença chega a R$ 53,1 milhões. O comunicado, porém, não esclarece quando os investimentos adicionais foram realizados nem se o montante inclui rendimentos.
Banco do Paraguai já apresentava sinais de irregularidades
Segundo o então presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, a Superintendência de Bancos identificou, em junho de 2026, indícios de empréstimos do Ueno a empresas ligadas ao grupo controlador. Em setembro, o Senado solicitou informações sobre a situação da instituição.
A Cajubi afirmou que as aplicações seguiram critérios técnicos, com base em balanços auditados, indicadores financeiros e classificação de risco AA-py.
