O governo dos Estados Unidos elevou para até US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura e condenação de três líderes do Tren de Aragua. O Departamento de Estado anunciou a medida em coordenação com o FBI, a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e o Departamento de Justiça.
Washington classifica a facção venezuelana como organização terrorista estrangeira. O grupo surgiu em presídios da Venezuela e expandiu suas atividades para outros países do continente.
EUA aumentam recompensas por três líderes
As autoridades pagarão o maior valor, de até US$ 20 milhões, por informações sobre Yohan José Romero, conhecido como “Yohan Petrica”. A recompensa anterior era de US$ 4 milhões. As investigações apontam Romero como principal liderança da facção, e ele responde por atividades ligadas ao narcotráfico, à extorsão, a assassinatos e à mineração ilegal de ouro na Venezuela.
O Departamento de Estado também elevou de US$ 5 milhões para até US$ 15 milhões a recompensa por Giovanni Vicente Mosquera Serrano, conhecido como “Giovanni” ou “El Viejo”. Ele integra a lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI, e a Justiça o acusa de participar da distribuição internacional de cocaína e coordenar operações do grupo nos Estados Unidos, na Colômbia e na América Central.
O terceiro alvo é Juan Gabriel Rivas Núñez, conhecido como “Juancho”. O governo norte-americano oferece até US$ 15 milhões por informações que levem à sua captura.
