Ao menos 18 imóveis foram tomados de diferentes vítimas por uma organização criminosa suspeita de agiotagem e extorsão em São Paulo. Segundo o Ministério Público, o esquema teria atingido mais de 60 vítimas e envolvido aproximadamente 50 propriedades.
O grupo foi alvo de uma operação do Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Campinas, nesta sexta-feira (6), que resultou na prisão de sete pessoas, entre elas um escrevente de cartório de notas.
De acordo com a representação do Ministério Público, obtida pela CNN Brasil, o esquema consistia na concessão de empréstimos particulares com cobrança de juros abusivos e imóveis como garantia. A investigação aponta que os contratos eram estruturados para permitir que os integrantes do grupo tomassem as propriedades dos devedores.
Em 18 casos, as vítimas teriam perdido seus imóveis para a organização criminosa, conforme o documento. Desse total, quatro já eram objeto de ações na Justiça de São Paulo.
Além disso, o documento afirma que o grupo teria atuado de forma semelhante contra mais de 60 outras vítimas, envolvendo aproximadamente 50 imóveis.
Segundo o Ministério Público, o grupo captava pessoas que enfretavam dificuldades financeiras e ofereciam empréstimos formalizados por escrituras públicas de confissão de dívida com alienação fiduciária.
