Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple.
Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters
A Apple mantém uma lista não divulgada com dezenas de milhares de palavras e expressões em diferentes idiomas que o teclado do iOS não completa automaticamente nem permite digitar deslizando o dedo sobre as teclas, afirmou um pesquisador nesta sexta-feira (6).
A lista não impede que os usuários de iPhone escrevam esses termos em e-mails e mensagens de texto. Na maioria dos casos, porém, as palavras incluídas nela não aparecem nas sugestões de preenchimento automático nem podem ser inseridas pela digitação por gestos.
O pesquisador Derik Kauffman afirmou que a descoberta mostra como a Apple tenta antecipar o que centenas de milhões de usuários de iPhone querem escrever e, ao mesmo tempo, evitar sugestões consideradas ofensivas ou politicamente controversas.
Segundo ele, esse mecanismo pode influenciar de forma discreta a maneira como as pessoas se comunicam.
"É uma forma muito sutil de censura", disse Kauffman. "Mas, na escala em que a Apple opera, basta uma intervenção pequena para produzir um grande impacto."
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Segundo Kauffman, que descobriu a lista recentemente e publicou em um site a relação dos termos, a maioria das palavras e expressões sinalizadas é vulgar, ofensiva ou relacionada a drogas, sexo ou violência.
Algumas, porém, têm conotação política, como "dictator Trump" ("Trump ditador") e "sleepy Joe" ("Joe sonolento").
Apple restringe sugestões de termos como 'Trump ditador' e 'Joe sonolento' no iPhone
