O Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio técnico da Monitor Deloitte, vai incluir os custos da insegurança, da ilegalidade e dos juros reais no cálculo do Custo Brasil. A informação é da Revista Veja. A nova estimativa, que terá escopo ampliado, será revelada em 18 de novembro, durante evento com autoridades e lideranças empresariais em São Paulo.
A revisão também reorganiza os indicadores de 12 para sete eixos. A segurança passa a ter uma categoria própria, considerando os impactos da violência, do roubo de cargas e de mercados ilegais sobre a atividade econômica e a concorrência. No financiamento, os juros reais entram no cálculo ao lado do spread bancário e do risco-país.
A criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas em impactos sobre o setor privado, segundo estudos citados pelo Nexo Jornal. Em valores absolutos, isso representa mais de R$ 450 bilhões por ano. O valor considera gastos com segurança privada, seguros mais caros, interrupções logísticas e riscos contratuais.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 81% dos empresários industriais afirmam que a violência contribui para encarecer o Custo Brasil. Para 62% das empresas do setor, os gastos com segurança ampliam os custos de produção.
Juros reais do país lideram ranking mundial
O Brasil mantém a maior taxa de juro real do mundo, de 9,49% ao ano, segundo levantamento com 40 economias.
