E se você pudesse observar o fim da era da escuridão (em termos astronômicos, vale lembrar), marcada pela formação das primeiras estrelas e galáxias? Pois é o que mostra uma nova simulação dos primeiros dois bilhões de anos do cosmos em supercomputadores, desenvolvida por uma equipe internacional de astrofísicos liderada por cientistas de Harvard e do MIT.
Chamada Lumina, a simulação modela com precisão inédita o fim da chamada "era das trevas" e o início da época da reionização, representando os processos ocorridos na escala colossal de 1,6 bilhão de anos-luz. Ao estudar esta transição, os pesquisadores podem entender melhor como o universo evoluiu até chegar ao que vemos hoje.
O trabalho integra física de radiação, gás e matéria escura, e o resultado é um universo virtual habitado por mais de 200 milhões de galáxias. Além do espetáculo visual, a ferramenta permite que os cientistas acompanhem o crescimento simultâneo de buracos negros e a transformação do hidrogênio interestelar em plasma aquecido.
Simulação do universo
Com a Lumina, os pesquisadores descobriram que as previsões para o gás entre as galáxias correspondem às observações do telescópio espacial James Webb, o mais potente observatório já feito. Curiosamente, o Webb tem flagrado galáxias mais massivas que aquelas produzidas pela simulação.
