O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), reeleito, tiveram os menores custos de campanha por habitante entre os 27 governadores eleitos em 2026. Cleitinho gastou R$ 0,05 por mineiro, e Tarcísio, R$ 0,55 por paulista.
Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, Cleitinho arrecadou mais de R$ 1,3 milhão em doações. Não usou recursos próprios nem verba do Fundo Eleitoral, do qual o Republicanos recebeu R$ 348 milhões, a sétima maior fatia entre 30 partidos. O senador venceu no primeiro turno, com 6,3 milhões de votos (55,4%).
A campanha repetiu o estilo que marca a carreira do parlamentar: vídeos simples, muitas vezes gravados no próprio celular e publicados nas redes sociais. Cleitinho evitou grandes atos e estruturas caras.
A campanha de Tarcísio à reeleição gastou R$ 25,4 milhões, entre dinheiro do Fundo Eleitoral e doações. O valor absoluto é cerca de 20 vezes maior que o de Cleitinho, mas foi diluído pela maior população do país. Aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tarcísio recebeu 14,4 milhões de votos (62,65%).
São Paulo e Minas têm as duas maiores populações do país. Um eleitorado maior, porém, não garante custo proporcional menor. O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), comanda o quarto Estado mais populoso e aparece logo atrás de Tarcísio, com R$ 0,56 por habitante.
