Depois de o PDT não atingir a cláusula de desempenho nas eleições de 2026, a Executiva Nacional do partido aprovou nesta sexta-feira (6) o ingresso da sigla em uma federação com Solidariedade, PRD e Avante. A inclusão ainda deverá ser analisada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A cúpula do PDT também aprovou um indicativo favorável à inclusão do PSB na mesma associação partidária. As duas siglas, no entanto, ainda articulam e devem debater o tema com suas executivas nos próximos dias.
O PDT, Avante e as federações PRD-Solidariedade ficaram abaixo dos critérios exigidos para manter acesso regular ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita a partir de 2027. Em outras palavras, sem uma solução, esses partidos correm o risco de perder recursos e visibilidade.
A lógica da federação é somar o desempenho eleitoral das siglas para que, juntas, atinjam a cláusula de desempenho. As conversas entre PRD-Solidariedade e Avante foram alicerçadas justamente no objetivo de cumprir os requisitos da cláusula de barreira.
Nesse modelo, as legendas passam a atuar como um bloco único no Congresso, e a regra prevê que elas precisem atuar juntas por ao menos quatro anos.
Como o grupo se formou
A base da nova aliança já existia. Solidariedade e PRD oficializaram sua federação em junho de 2025, em Brasília. Na época, o Avante, apesar da proximidade com os dois, optou por não participar naquele momento. Depois, a situação mudou.
