BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que vai acompanhar pessoalmente o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo. Durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, ele cobrou a execução das decisões e declarou que integrantes da gestão que não estiverem dispostos a cumprir as determinações terão de deixar os cargos.
“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, afirmou.
A cobrança por resultados ocorre em um novo contexto político. Lula foi reeleito em outubro e inicia o quarto mandato em janeiro de 2027. O plano apresentado durante a campanha reúne compromissos em áreas como renda, emprego, impostos, aposentadoria, crédito e moradia.
O próximo governo também deverá lidar com um Congresso Nacional em que partidos de oposição e do centro terão maioria. Nesse cenário, a articulação com parlamentares será necessária para que as propostas do Executivo avancem.
Lula já havia cobrado ministros por entregas
A pressão por prazos e resultados não é inédita.
