Entre 2002 e 2022, áreas dentro e ao redor da Grande Mancha de Lixo do Pacífico mudaram de cor, ficando mais verdes e azuis, criando uma mistura que deixou a água ciano. Segundo um novo estudo, o culpado pela alteração é o aumento da concentração de microplástico na água. A hipótese liderada pela Universidade de Bergen, na Noruega, foi publicada na revista Communications Earth & Environment nessa quinta-feira (5/11).
A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é um local no oceano em que há uma intensa concentração de detritos, compostos principalmente por plásticos e microplásticos. A região localiza-se entre a Califórnia e o Havaí, ambos nos Estados Unidos.
Para chegar à hipótese, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados de satélite que mostraram a alteração na cor dessa região do oceano. Primeiramente, eles perceberam um aumento significativo nos comprimentos de onda azul e verde dentro e ao redor da mancha de lixo. A mistura entre as duas resultou em uma coloração brilhosa da cor ciano no oceano.
