AGÊNCIA BORI | As carnes e ovos adquiridos com recursos federais no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) entre 2013 e 2022 estão associados à emissão de 58,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente - valor comparável às emissões de toda a Hungria no ano de 2025. Substituir 20% da carne bovina adquirida por outros alimentos fontes de proteína animal, como aves, suínos, peixes e ovos, reduziria 16% das emissões; ao substituir metade, seriam 41% dos gases reduzidos. Em outro cenário, eliminar a aquisição da parcela de carnes cuja produção está associada ao desmatamento reduziria cerca de 31% das emissões. Já a combinação das duas estratégias poderia diminuir as emissões em aproximadamente 56%.
As conclusões são de pesquisadores da Universidade Federal do ABC, Universidade de São Paulo e parceiros, publicadas na revista Public Health Nutrition. O estudo consistiu na análise de quase 10,5 milhões de notas fiscais de compras públicas realizadas pelo governo federal entre 2013 e 2022 para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, obtidos pelo Sistema de Gestão de Prestação de Contas. As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) foram estimadas e convertidas na quantidade equivalente de dióxido de carbono (CO₂e) que causaria o mesmo efeito, possibilitando a comparação.
Na década avaliada, foram adquiridas 815 mil toneladas de carnes e ovos, correspondendo à emissão de 58,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
