A gestora canadense La Caisse (antiga CDPQ), suspendeu R$ 4,1 bilhões em investimentos previstos para a TAG (Transportadora Associada de Gás) entre 2027 e 2030. A decisão ocorre em reação ao impasse com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) sobre a remuneração dos gasodutos.
Em entrevista exclusiva, Eduardo Farhat, responsável pela operação da gestora na América Latina, afirma que R$ 2,1 bilhões desse total estão no Novo Pac (Programa de Aceleração do Crescimento) e são diretamente relacionados ao LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade).
“Já tomamos a decisão. Enquanto não existir uma segurança regulatória e jurídica no setor de transportes de gás, não faremos investimentos”, diz.
A La Caisse divide o controle da TAG com a Engie. Com a recusa da gestora canadense em seguir com os investimentos, os projetos da transportadora ficam suspensos. Farhat classifica a condução do processo pela ANP como uma “lambança regulatória”.
“Esta lambança regulatória está criando uma situação com consequências não só para a NTS [(Nova Transportadora do Sudeste] e para a TAG, mas para o mercado como um todo”, afirma. “Estamos falando de R$ 4,1 bilhões do triênio 2027-2030. Estes investimentos têm 2,1 bilhões que estão dentro do PAC e estão diretamente relacionados ao Leilão de Reserva de Capacidade”, acrescentou.
Segundo o executivo, a suspensão preservará os recursos necessários à continuidade e à integridade das operações.
