BRASÍLIA - O empresariado brasileiro adota cautela e fala em decepção após o recente colapso de uma importante instituição financeira digital no Paraguai, país que nos últimos anos atraiu diversas companhias nacionais em busca de um ambiente favorável aos negócios.
A quebra do banco gerou forte repercussão devido à sua ampla penetração no mercado de consumo e varejo do país vizinho, o que levou analistas a classificarem o episódio como um verdadeiro banho de realidade para investidores estrangeiros.
Repercussão e reflexos nos investimentos
Apesar do susto inicial e das discussões sobre os rumos da economia paraguaia, entidades ligadas ao comércio exterior apontam que o risco sistêmico direto para as operações corporativas brasileiras é considerado baixo, já que o foco da instituição afetada estava voltado principalmente para o crédito e contas de pessoas físicas.
Neste momento, as lideranças empresariais optam por uma postura de observação, aguardando as investigações das autoridades monetárias locais e as decisões do parlamento para entender como o cenário político e institucional evoluirá antes de reavaliar novas apostas produtivas na região.
