O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 6ª feira (6.nov.2026) que o Brasil pode liderar a redução da dependência mundial de combustíveis fósseis, mesmo sendo produtor de petróleo e mantendo planos de exploração de novas reservas. O país levará à COP31, na Turquia, um mapa do caminho para acelerar a transição energética.
Lula citou o pré-sal e o potencial de exploração da Margem Equatorial como exemplos do desafio de conciliar a produção de petróleo com a redução do uso de combustíveis fósseis. Segundo o presidente, o Brasil tem “autoridade moral” para conduzir essa discussão justamente por ser um país produtor.
“Proposta de um país que descobriu o pré-sal, de um país que acaba de descobrir possibilidade de bom e muito petróleo na Margem Equatorial brasileira. E, mesmo assim, a gente continua sendo o país que vai levar avante o debate sobre a diminuição”, declarou durante reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), no Palácio do Planalto.
O discurso ocorre em um momento de expansão da produção nacional. O contraste entre as 2 agendas foi abordado pelo Poder360 nesta reportagem.
A produção de petróleo e gás natural é estratégica para o governo, que busca garantir o abastecimento, gerar receitas e sustentar a atividade econômica. O pré-sal responde pela maior parte da extração nacional. Já a Margem Equatorial, no litoral das regiões Norte e Nordeste, é tratada como uma nova fronteira exploratória.
