O modelo dos contratos comerciais firmados pelos clubes do Campeonato Brasileiro por meio da FFU (Futebol Forte União) e da Libra preocupa a CBF, segundo apurou o Poder360. Os acordos de direitos de transmissão com a TV Globo vinculam parte da remuneração dos blocos ao número de clubes na Série A, e o rebaixamento de integrantes pode provocar impactos financeiros.
Restam 4 rodadas para o fim do Brasileirão. O cenário que preocupa a CBF é a de que clubes que já tenham garantido sua permanência na Série A possam atuar irregularmente em benefício de clubes do mesmo bloco que corram risco de rebaixamento, para evitar perdas financeiras ao bloco.
Na FFU, antiga Liga Forte União, o contrato com a emissora estabelece uma referência de R$ 850 milhões anuais para 12 clubes. A cada integrante abaixo desse número, o valor é reduzido em R$ 100 milhões. O cálculo também funciona no sentido contrário, com acréscimos quando há mais representantes do bloco na elite, conforme os critérios contratuais.
Na Libra, o contrato considera 9 clubes como referência. Quando o grupo tem menos representantes na Série A, há uma redução de 11% por integrante abaixo desse número. Os valores não representam perdas ou ganhos individuais de R$ 100 milhões para cada clube. As alterações incidem sobre a remuneração coletiva dos blocos, que depois distribuem os recursos conforme os critérios estabelecidos entre os integrantes.
