A Suzano espera encerrar 2026 com uma dívida líquida inferior a US$ 14 bilhões, em meio à estratégia de desalavancagem após a aquisição de participação majoritária da operação global de bens de consumo da Kimberly-Clark. A expectativa é de uma geração de caixa mais forte no quarto trimestre, que deve contribuir para reduzir o endividamento da companhia.
No fim do terceiro trimestre, a dívida líquida consolidada da Suzano alcançou US$ 14,7 bilhões, ante US$ 12,8 bilhões registrados no segundo trimestre.
Segundo o CFO da companhia, Marcos Assumpção, o aumento reflete principalmente a aquisição da Kimberly-Clark, que acrescentou US$ 2,3 bilhões ao endividamento, considerando o pagamento da operação e a incorporação de dívidas.
Além da estratégia de redução do endividamento, a consolidação da operação de bens de consumo, por meio da joint venture Arbex, formada com a Kimberly-Clark, passou a ter peso relevante nos resultados da Suzano.
No terceiro trimestre, o segmento registrou Ebitda ajustado de R$ 803 milhões. Com a contribuição da nova operação. Segundo a companhia, a margem de ganhos está em linha com a média setorial e deve avançar gradualmente.
Durante a coletiva, Assumpção afirmou que a margem Ebitda da unidade de bens de consumo está próxima de 16%, patamar que considera tradicional para o setor, cuja faixa costuma variar entre 10% e 20%.
O CFO também destacou a expectativa de melhora gradual da rentabilidade com a captura de sinergias da aquisição.
