Com sua principal liderança no estado presa desde setembro, o União Brasil tem sido escanteado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas conversas para a montagem do novo mandato do governador de São Paulo.
Nos últimos dias, Tarcísio intensificou as articulações com os principais partidos que compõem sua base de apoio, como PL, PP, MDB e Podemos, para o desenho do secretariado do próximo mandato. O União, no entanto, ainda não foi chamado. O PSD de Gilberto Kassab também acompanha as conversas, mas a tendência é que a legenda diminua de tamanho em relação ao atual mandato.
Lideranças do União avaliam que o grupo político de Tarcísio deve fechar os principais acordos políticos antes da saída do ex-vereador Milton Leite da prisão. Existe a expectativa de que o dirigente partidário deixe a cadeia no dia 18 de novembro, que é quando vence o prazo da prisão temporária.
O ex-vereador é investigado no âmbito de operação que apura suposto envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte da capital.
De acordo com interlocutores de Tarcísio, o governador tem se movimentado para aproxima os partidos da base para seu entorno. O objetivo é pavimentar a construção de alianças visando o próximo ciclo até a eleição de 2030.
Montagem do governo
Nessa quinta-feira (5/11), Tarcísio se reuniu com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e com o presidente estadual da sigla, Maurício Neves.
