O Senado do Paraguai rejeitou o pedido do presidente Santiago Peña para que os parlamentares prorrogassem em 72 horas o prazo para que ele apresente defesa ao processo de impeachment que enfrenta, devido à crise bancária com a dissolução do Banco Ueno, que deixou parte da população paraguaia sem acesso ao dinheiro.
Agora, o presidente ou um representante deverá comaparecer presencialmente ao congresso para o julgamento em 30 minutos, segundo o presidente do Congresso paraguaio Basílio Nuñez.
A abertura do processo foi autorizada pela Câmara dos Deputados por unanimidade, com 78 votos, mesmo após Peña renunciar ao cargo. A oposição alega que o o renunciou estrategicamente para tentar manter o foro privilegiado com um cargo de senador vitalício, o que acontece com ex-presidentes no Paraguai.
Agora, o Senado irá deliberar sobre o impeachment do presidente. Para destituí-lo do cargo, é necessário votos de dois terços dos senadores.
Acusações contra Peña
