A análise de um túmulo na Sibéria revelou que a cannabis era usada há pelo menos 2,8 mil anos. A evidência encontrada na República de Tuva, uma divisão federal russa, é a mais antiga já documentada da utilização da maconha. A descoberta liderada pela Universidade de Berna, na Suíça, teve os resultados publicados na revista Science nessa quinta-feira (5/11).
A investigação ocorreu em uma tumba sacrificial que pertenceu a membros do alto escalão da época. Foram recuperadas cerca de mil sementes de cannabis no local. A datação por radiocarbono feita em seis delas revelou que elas foram colocadas na sepultura no início do século 8 a.C..
No estudo, também foram analisados cabelos humanos preservados nas câmaras funerárias. Os resultados apontaram que havia sinais compatíveis com o canabinol (CBN), uma substância química produzida pela oxidação do tetraidrocanabinol (THC), principal composto psicoativo da cannabis.
