Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok.
AP/Matt Slocum/Arquivo
A União Europeia exigiu, nesta sexta-feira (6), que o TikTok faça mudanças profundas em seus fluxos de vídeos personalizados, que, segundo o bloco, podem prejudicar o bem-estar e a saúde mental dos usuários ao expô-los repetidamente a conteúdos com efeitos negativos.
A subsidiária do grupo chinês ByteDance pode receber uma multa porque, segundo a Comissão Europeia, a empresa pode ter violado regras fundamentais da Lei de Serviços Digitais (DSA).
A legislação, que estabelece regras para conteúdos, é uma das principais ferramentas jurídicas adotadas pela UE nos últimos anos para regular as grandes empresas de tecnologia.
No centro da questão está o funcionamento do sistema do TikTok que recomenda conteúdos aos usuários.
Os fluxos de vídeos personalizados são projetados para exibir repetidamente conteúdos que tenham despertado o interesse do usuário. Isso inclui temas que, quando consumidos de forma recorrente, podem afetar o bem-estar físico e moral, como tristeza, solidão e questões relacionadas à autoestima.
Segundo a Comissão Europeia, o consumo contínuo e repetido desse tipo de conteúdo pode ter efeitos negativos sobre a saúde mental, especialmente entre adultos vulneráveis e menores de idade. O fenômeno é conhecido em inglês como "rabbit holes", expressão usada para descrever situações em que o usuário é levado a consumir cada vez mais conteúdos sobre um mesmo tema.
UE exige que TikTok modifique os 'feeds' personalizados devido aos efeitos 'nocivos'
