A Justiça de Hong Kong condenou, na quinta-feira 5, o ativista pró-democracia Joshua Wong a dez anos de prisão por conspiração com entidades estrangeiras. Segundo a acusação, ele teria solicitado a países e organizações internacionais a imposição de sanções e bloqueios contra a China e o governo de Hong Kong em 2020.
A condenação foi baseada na Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em junho daquele ano, depois de uma série de manifestações pró-democracia e contra a influência chinesa na região. Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da China desde 1997, quando deixou de ser colônia britânica.
Wong, de 30 anos, declarou-se culpado em setembro. A pena ficou abaixo da punição máxima prevista, de prisão perpétua. O ativista já cumpria uma condenação de quatro anos e oito meses, imposta em 2024, por conspiração para subverter o poder estatal. Com a nova sentença, sua libertação está prevista apenas para 2036.
A decisão provocou críticas de organizações internacionais de direitos humanos e governos ocidentais, que acompanham a repressão aos movimentos pró-democracia em Hong Kong.
Declarações sobre condenação de ativista em Hong Kong
O ativista Figo Chan, ex-coordenador da Frente Civil de Direitos Humanos, lamentou a condenação. "É incrivelmente difícil e emocionalmente pesado", afirmou. Segundo ele, diante do atual cenário político, resta aos ativistas oferecer apoio uns aos outros.
