Tori Russell é doutoranda em Engenharia Biomédica e Química no Rochester Institute of Technology. O texto a seguir, escrito com Karin Wuertz-Kozak e Maureen Ferran, foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
A
beleza da física em escala celular é parte do que atrai engenheiros biomédicos e biólogos como nós para a área da mecanobiologia: o estudo de como as forças físicas influenciam a biologia.
A física tem relevância em todos os lugares. É possível observar a física em ação na forma como as células que revestem suas veias e artérias percebem o fluxo do sangue, como as células dos discos vertebrais suportam o peso das vértebras ao seu redor e como as células dos pulmões se distendem ciclicamente a cada respiração.
Se cada um dos blocos de construção do corpo sofre alguma combinação dessas forças físicas, então os vírus que os infectam também precisam lidar com uma variação dessas forças. A forma como os vírus interagem com essas forças afeta sua capacidade de infectar células e causar doenças graves.
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Como os vírus exploram a maquinaria celular
Quando partículas microscópicas de vírus entram no corpo, elas dependem da maquinaria mecânica das células que infectam para dar continuidade ao seu ciclo de vida.
Muitos vírus primeiro se ligam a receptores na superfície da célula.
