O Paraná se torna o primeiro estado da federação a utilizar um novo equipamento capaz de identificar drogas, medicamentos e produtos falsificados ou adulterados, como vinhos, azeites e bebidas alcoólicas.
A tecnologia, até então restrita à Polícia Federal, passa a integrar o arsenal da polícia científica do estado, ampliando a capacidade de combate ao crime organizado por meio de recursos científicos avançados.
Segundo o analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao CNN Novo Dia, o combate ao crime organizado exige mais do que prisões. “Também tem que ter tecnologia, investimento e um trabalho minucioso”, afirmou.
No caso da Polícia Científica do Paraná, trata-se de um trabalho de natureza essencialmente científica, voltado à análise detalhada de compostos químicos.
O dispositivo atua na identificação e na caracterização de compostos químicos, complementando os resultados obtidos por outros métodos instrumentais já utilizados nos laboratórios forenses.
A tecnologia trabalha em nível molecular, sendo capaz de determinar a origem de uma substância adulterada, identificar os responsáveis pela adulteração e até precisar o momento em que ela ocorreu.
Gabriela de Moraes Pinto, chefe de química forense da Polícia Científica do Paraná, destacou que o equipamento contribuirá para identificar substâncias e compreender a estrutura de suas moléculas.
