Reeleito, o presidente Lula disse aos brasileiros em seu primeiro discurso de agradecimento pela eleição que vai fazer o melhor mandato de todos no Lula 4 e que vai promover a renovação do seu governo. Governo que foi mal avaliado durante o Lula 3.
Renovação do ministério e do núcleo duro do Palácio do Planalto, disse ele. Com essa fala, procurou ganhar confiança para desfrutar dos tradicionais 100 dias de “carência” dos governos que iniciam. Ele não inicia. Reinicia. Por isto, deixou dúvidas e ceticismo no ar: “ele vai mesmo entregar?”.
Entretanto, ele fez um princípio de autocrítica e ganhou esperança pelo menos daquela parte do povo brasileiro que o reelegeu com maioria de 4,4 milhões de votos. Vem daí a carência de 100 dias.
A questão central continua a mesma: é preciso ancorar as expectativas. As econômicas e fiscais e as institucionais. O mercado financeiro continua instável. Trava a economia do país, com instabilidade.
Por isto, ele precisa sinalizar outra vez este caminho. Deve começar fazendo isto já neste domingo, 08/11, em fala pela TV para a Nação. Depois, poderá continuar já no discurso de diplomação, dia 18 de dezembro. E depois no discurso de posse, dia 5 de janeiro.
No meio do caminho, deve sinalizar o anúncio em dezembro do novo Ministério. Seria bom começar por anunciar o novo ministro da Fazenda e o novo ministro da Casa Civil. A economia e a política.
Enquanto isto, o mercado político e econômico faz as suas apostas e especulações.
